Paris de outrora...
Tuas belas cidades desmoronadas por pincéis prontamente belos, redentoramente belos. Teus contrapontos citadinos de êxtase indiscreto. Fizeste-te arte, e o desespero desorientado de cada único habitante em côr, a acesa fogueira do papel de seus diários. Em gritos-chispas foste a salvação e a perdição, incensos de atracção, chamariz do alastrar incontrolável. Fervilhando por toda a extensão cósmica desse país universal, amálgama de geografias com braços que se afogavam sobrehumanos, em lagos de chamas divinas e expectantes.
Foste a fornalha gigante da verdade, deste-nos a imagem garrida e indiscreta da expressão, e sublimaste-te a flor que se descarna das pétalas, em excessos, e atravessa os campos da mais abstracta realidade, já una e murcha em sua haste-dispersão, em vôos extensamente tu aos destroços, réstias de esquissos supra-pinturas, polinizando uniformidades de requinte consumado, requintadamente uniformes, quaisquer particularidades que desde então representaste.
Infiltrada por teu redor-tu, fizeste-o os resultados ampla e invariavelmente únicos e equivalentes, nos moldes mais livremente maduros e mágicamente sábios em que te foste experimentando barro, plasticina, plástica, vária, total, nula.
Fruto das raízes que tu, solo etéreo afora, plantaste milhentas, em fulgores-novidades-sementes, ostentas a tua queda com a indiferença de quem viveu séculos, e abordas a lei gravidade secular atravessando mais que todas as altitudes e climas, em rasgos levianamente delas embebidos, fatídicos e supremos de conhecimento.
És os traços subtis e avassaladores que a tua Dualidade gerou em ti, Coisas afora e História adentro.
...memorial-Paris de hoje.